Um pouco do livro Ilha de Itamaracá Histórias e Lendas
D E D I C A T Ó R I A
Sonhava, com um mundo cheio de amor.
Pensava: - Onde estariam os amantes deste sentimento, que só
engrandece o homem e todo o universo?
Passava horas buscando uma resposta.
Algumas vezes, a decepção e a dor eram grandes, ao perceber
mesquinhez de muitos.
Em outros momentos, a alegria por encontrar a parceria com
os meus sentimentos, alimentava a minha alma sonhadora.
Portanto, dedico essa obra a todos que, de uma forma direta
ou indireta, contribuíram para sua realização.
Dedico, também, àqueles que de uma maneira ou de outra, não
fazem mais parte do meu convívio diário. Dentre eles destaco a minha mãe
Lizete, a minha madrinha Zilda e o escritor José Soares Filho, minha eterna
admiração e saudade!
APRESENTAÇÃO
2ª edição
2ª edição
Olhar o teu céu à noite é um momento ímpar, tudo é mais
intenso, as estrelas são mais brilhantes e formam um grande tapete de diamantes
a iluminar os sonhos dos poetas. A natureza comunga com tua beleza encantada,
ilha amada. Os teus mistérios só serão desvendados por aquele que possui um
coração de criança, que perceba além das entrelinhas e decifre a codificação do
amor.
É por acreditar na intensidade de teus mistérios, que refaço o caminho
percorrido há alguns anos. Reescrever tua história é um momento singelo. Pena,
que muitos ainda não tenham descoberto esse santuário.
O tempo passou e você, tranquila, testemunha silenciosamente as mentiras dos
homens, que prometem lhe colocar no lugar seu merecido, que é o de ter escrito na história de Pernambuco vários acontecimentos que mudaram o seu, e em maiores proporções, o do Brasil.
Tua beleza continua velada. Teu povo singelo continua à espera de melhorias.
A DESCOBERTA
Os
portugueses interessados em conquistar novas terras, dando vazão ao seu espírito
aventureiro, partiram, para enfrentando o mar temido e desconhecido, na esperança de
encontrar novos caminhos para as Índias.
Foram noites sem fim, longe do convívio familiar, navegando num mar que, às vezes era tranqüilo e outras desesperador.
Foram noites sem fim, longe do convívio familiar, navegando num mar que, às vezes era tranqüilo e outras desesperador.
Já sem
esperança, com fome, com sede, eis que de repente...
Alguém
grita:
-Terra
à vista!
-Será
miragem?
-O
céu ouviu nossas preces!
-Será?
Aportaram
as caravelas, desconfiados, com muito medo do desconhecido.
Continuaram
a pensar.
-Será
que morremos?
-Fomos
parar em outro mundo!
-Estamos
no céu ou no inferno!
Ao avistarem
terra firme, ficaram muito assustados e com medo.
-Enlouquecemos!
-Que
seres são esses?
-Caras
pintadas!
-Corpos
nus!
-Sacrilégio!
-Corpos
bonitos, bem torneados e bronzeados!
-Não
podemos negar!
-Não
entendemos o que estão falando!
-O
que fazer?
-Aproximarmos
ou fugirmos?
-Precisamos
averiguar?
-Seja o que for não podemos continuar no mar!-Enfrentaremos!
Provavelmente foi assim que os portugueses se sentiram na nova terra.
Enquanto isso os indígenas viviam tranquilos. Não tinham grandes ambições.
Alimentavam-se de tudo que a terra dava, em abundância, desde as frutas, até a caça e a pesca.....................................