- Desejo a todos que 2012 seja um ano cheio de muitas conquistas, que os sonhos não fiquem apenas nos devaneios, mas sejam concretizados um a um para o engrandecimento do ser.
Josete Cavalcanti
Gosta de ler,desde criança. A cada livro, a sua vontade de descortinar novos horizontes
era estimulada, transformando a leitura em uma atividade mágica.
3º livro A DESCULPA DE EVA E SUA LIBERTAÇÃO
O livro tenta mostrar de maneira simples, o caminho para libertar o ser humano de tanta culpa. Vai de Eva ao momento atual, na busca de encontrar o motivo que nos impede de ser feliz, concluindo que, enquanto não aprendermos a nos desculpar e a aceitar a nossa vulnerabilidade diante dos nossos comportamentos, criando um pensamento questionador e compreensivo sobre nós mesmos, seremos nossos próprios algozes e, consequentemente, marionetes nas mãos dos outros.
4º livro ILHA DE ITAMARACÁ: HISTORIAS E LENDAS
Conheceu a ilha, esse paraíso perdido, em meados 1988. Nessa época, tudo era festa na ilha: muita gente, muita farra, mas poucos conseguiam entender o seu grito de dor e de medo, que ecoava na sonoridade dos ventos.
“Cuidem de mim, não me destruam, preciso de música harmoniosa, crianças a brincar, casais de namorados a cantar o amor, e não de som alto, que toca não sei o quê, simplesmente, não se conseguindo perceber a melodia, muito menos a letra”. Anos se passaram e cada vez mais a ilha ficava abandonada. Resolvi, então, tomar para mim, aquelas reivindicações e transformar meu sentimento de amor pela ilha numa bandeira, para que os homens sensíveis descobrissem o seu valor. Resumidamente, conto a história de Itamaracá e convido a todos a novas descobertas, garanto que os leitores não irão se arrepender.
5º livro CADEIRA VAZIA: SENTE E VIVA!
Participação na Antologia sobre Um Grito pelo Rio Capibaribe.
Autora Maria Salete Rêgo Barros
UM GRITO PELO RIO CAPIBARIBE
Aos poucos, as letras transformaram-se em frases e as frases em poesia. Timidamente, mostrava seus textos aos amigos, que a elogiavam, mas ela não acreditava muito. Até que um dia, a pedido de uma amiga, escreveu “Criança Abandonada”. O texto foi lido na mesma tarde, numa reunião. As pessoas gostaram. Ao receber a devolutiva, ficou emocionada e resolveu continuar escrevendo.
Reuniu uma coletânea de mais de quarenta poesias e, orgulhosamente, adquiriu os direitos autorais. Partiu para a luta, publicou com recursos próprios e lançou o livro na IV Bienal do Livro de Pernambuco.
Um grande sonho foi realizado: transformei meus pensamentos em mensagens de alerta e otimismo, para quem desejasse ler UM RAIO DE SOL, UM POUCO DE LUZ PRA VOCÊ.
2º livro TANTO FAZ NÃO!!! PRA MIM SÓ O MELHOR.
O objetivo deste livro é estimular os leitores a não aceitarem tudo indistintamente, sem pensar nas conseqüências das próprias escolhas e dos reais desejos, com medo de desagradar as pessoas.
2º livro TANTO FAZ NÃO!!! PRA MIM SÓ O MELHOR.
O objetivo deste livro é estimular os leitores a não aceitarem tudo indistintamente, sem pensar nas conseqüências das próprias escolhas e dos reais desejos, com medo de desagradar as pessoas.
3º livro A DESCULPA DE EVA E SUA LIBERTAÇÃO
O livro tenta mostrar de maneira simples, o caminho para libertar o ser humano de tanta culpa. Vai de Eva ao momento atual, na busca de encontrar o motivo que nos impede de ser feliz, concluindo que, enquanto não aprendermos a nos desculpar e a aceitar a nossa vulnerabilidade diante dos nossos comportamentos, criando um pensamento questionador e compreensivo sobre nós mesmos, seremos nossos próprios algozes e, consequentemente, marionetes nas mãos dos outros.
4º livro ILHA DE ITAMARACÁ: HISTORIAS E LENDAS
Conheceu a ilha, esse paraíso perdido, em meados 1988. Nessa época, tudo era festa na ilha: muita gente, muita farra, mas poucos conseguiam entender o seu grito de dor e de medo, que ecoava na sonoridade dos ventos.
“Cuidem de mim, não me destruam, preciso de música harmoniosa, crianças a brincar, casais de namorados a cantar o amor, e não de som alto, que toca não sei o quê, simplesmente, não se conseguindo perceber a melodia, muito menos a letra”. Anos se passaram e cada vez mais a ilha ficava abandonada. Resolvi, então, tomar para mim, aquelas reivindicações e transformar meu sentimento de amor pela ilha numa bandeira, para que os homens sensíveis descobrissem o seu valor. Resumidamente, conto a história de Itamaracá e convido a todos a novas descobertas, garanto que os leitores não irão se arrepender.
5º livro CADEIRA VAZIA: SENTE E VIVA!
Como psicoterapeuta, na labuta do consultório, observei que, o que as pessoas menos sabem fazer é assumir suas vidas e as responsabilidades de suas atitudes. A transferência das conseqüências é constante. Sempre os pais, os maridos, as esposas, os filhos, os amigos e os outros são causadores de todos os males. Será que a nossa função é apenas aceitar, ou é lutar por nossos direitos, deveres, sonhos e realizações? A escritora acredita que o nosso papel na vida é assumir todos os atos, aprender a escolher, caminhar com as próprias pernas. A culpa não é do outro, se sua vida não tem sentido, cabe a você achar o seu objetivo e colocá-lo em prática.
Essa é a essência de Cadeira Vazia: Sente e Viva!: “É no silêncio que encontramos a alma. A vida é uma estrada de realizações, da qual não podemos sair de mãos vazias”.
Essa é a essência de Cadeira Vazia: Sente e Viva!: “É no silêncio que encontramos a alma. A vida é uma estrada de realizações, da qual não podemos sair de mãos vazias”.
Participação na Antologia sobre Um Grito pelo Rio Capibaribe.
Autora Maria Salete Rêgo Barros
UM GRITO PELO RIO CAPIBARIBE
Ao olhar tuas águas turvas, sem vida, pedindo socorro, entristece a alma saber que tu foste outrora cenário de histórias de amor e lendas, que acalentavam os sonhos de muitas crianças.
Pouca coisa restou do presente que a natureza nos deu.
Hoje, te encontras a mercê da própria sorte, vítima dos tiranos, que nada sabem de tua história.
Fostes testemunha surda dos idílios amorosos, não só do tempo das sinhazinhas, como também das gerações que eram acalentadas pelas serestas.
“...a lua vem surgido cor de prata...” Malandrinha de Nelson Gonçalves
O tempo passou, você tornou-se árido, seus peixes que alimentavam e levavam sustância à mesa dos ribeirinhos sumiram. Era gente sofrida, mas que tinha sempre no chiqueiro um porco, ou no galinheiro galinhas poedeiras e que nunca faltava a macaxeira pra comer com torresmo.
Olha o peixe, fresquinho!
Olha a macaxeira!
Olha a verdura, moça!
Foi palco de tantas lendas e histórias de pescadores.
As horas passavam a fio e ao relento, o pescador esperava pacientemente por um mero, um camurupim, e de preferência maior do que do amigo.
Cadê o peixe?
- Tu não sabes? Fugiu, arrebentou o náilon 80, levou o anzol que ganhei do compadre, no último Natal.
A paciência e a dedicação tiveram sua glória.
Compadre Severino, tu não sabes o que aconteceu! No dia de Nossa Senhora da Conceição estava ensolarado, com terral, tive uma surpresa.
Logo alguém grita:
- Olha a vara dobrou, é um peixão!
- Tu não sabes, lutei quase duas horas, perdi o calção, a camisa, fiquei só de cueca, mas dominei o moleque. Lutei muito, mas consegui.
- Tirei foto!
- Quanto pesou?
O compadre eufórico, pergunta,
- Uns trinta quilos.
- Nossa!
- O camurupim era maior que eu.
- Espero que a foto não queime, o filme é novo, foi do batizado do meu caçula.
Onde foi?
-Estava embaixo da ponte do Pina.
Sobre o rio Capibaribe outrora navegável, existia a ponte giratória, que abria os braços transformando-se em duas partes para o navio passar. É uma pena! Foi demolida, apenas permanece na lembrança daqueles que a conheceram.
Entre tantas conversas na calçada, alguém começava outra história.
Um barulho, a luz do lampião apagou, o vento soprou forte e lá na arrebentação um grito.
- Socorro!
O frio subiu e desceu na espinha.
Medo!
- Que nada, já viu cabra macho ter medo.
- Peguei logo o facão e fiquei na espreita.
- A chuva começou a cair forte.
Peguei o remo e voltei pro cais, foi um aviso, não é mais hora de pescar.
Recordações, devaneios e sonhos com um rio tranqüilo cheio de barcos, com casais de namorados ouvindo belas melodias sobre tuas águas claras. No céu, uma lua feiticeira a testemunhar juras de amor.
Hoje, sujo, sem vida, a espera de pessoas comprometidas com a natureza, que o ajudem a não morrer, o rio Capibaribe chora seu abandono, sua dor.
Acorda povo!
Acorda gente!
Acorda poder publico!
De mãos dadas formem uma grande roda.
Não deixem o rio Capibaribe morrer!
Recife 11 de junho de2010
Josete Cavalcanti